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sexta-feira, 17 de abril de 2015

devaneios noturnos

Quando comecei a deixar de lado várias coisas que amava fazer?
Quando comecei a viver alguns dias no automático?
Quando me tornei tão difícil de ser alcançada? 
Em alguns devaneios noturnos insones tenho tido diversas perguntas parecidas com estas, afinal quando o êxtase de toda futilidade de festas, álcool, pessoas novas, vai embora, você percebe que pode ter levado algo de você.
Ando distante... de mim, de algumas pessoas, dos meus lugares preferidos.
Não me sinto confortável com meu estado.
Estou achando todos um pouco chatos, sem graça, com pouca coisa boa para falar.
Me perdi.

[...]

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

50 receitas

Hoje coloquei para tocar uma playlist toda baseada em "nós" e fiz com que a dor pudesse ser sentida e devastou, não minto, porque desde que você me disse adeus, levou de mim todos os sentimentos que me trouxe e deixou um buraco enorme no meu coração, sem hipérbole.
É incrível como a todo momento tenho uma lembrança sua em algo que vejo, em algo que ouço, em algo que leio, antes era maravilhoso ter isso no meu cotidiano, mas agora só faz com que eu me lembre o quão triste fiquei sem você.
Mas disfarço, ninguém percebe, afinal eu finjo que já cheguei naquela fase em que rimos do trágico e fazemos piadinhas, só finjo, porque ainda estou na fase em que tenho vontade de falar com você a todo momento, mas só leio a frase: " Digite sua mensagem..." e outro dia se vai.
Tudo se torna ainda mais triste quando penso que pra você tanto faz, que talvez nem sinta mais minha falta, que já superou, que pra você está tudo bem.
Como eu quero superar... mas ao mesmo tempo não queria que eu tivesse que te superar, como chegamos a esse ponto? Como já perguntei, onde foi que nos perdemos?
Você nunca realmente me disse.





segunda-feira, 14 de abril de 2014

Minha tal liberdade

Valorizo minha condição de liberdade, sempre que tenho oportunidades de tê-la. Valorizo principalmente a minha solidão, contemplando-a em todos os momentos em que somos apenas eu e ela.
Não quero dizer que quando estamos ligados a alguém estamos presos, longe disso, mas não é do mesmo jeito que estamos libertos.
Ligações a pessoas são de um custo muito alto e reciprocidade sem limites, nos damos e abrimos nosso mundo um ao outro, que exige muita dedicação, respeito e pensar que agora, não só existe um, existe dois. Existe um "nós".
Nem pra todos são assim, mas pra mim é, sempre foi e talvez seja este o motivo de eu valorizar tanto os meus momentos de total liberdade, pra falar do que quiser, agir como quiser, sem está afetando a outra parte que convive comigo, que sente comigo.
Os sentimentos das pessoas são como ovos, qualquer deslize quebra, suja tudo, que mesmo limpando, ainda existe aquele mau cheiro, e ai de você que quebre os ovos, toma esporro até entender que tem que ter cuidado, atenção e ser mais delicada (o).
Mas você que é toda (o) sem jeito, como eu, pense quanto trabalho não custa ser assim, ser desastrada é fácil, fazer estrago mais ainda... Mas me diga como ser diferente sem desistir no meio do caminho? Trabalhão.
Estou tentando, mas ao mesmo tempo, minha total liberdade só grita e vive me puxando pelo braço, com uma força pra me mostrar o quanto eu gosto de ser assim, mas tem que existir o meio termo, por isso não quero quebrar desta vez os ovos. Não posso.






quinta-feira, 3 de abril de 2014

E de repente...

E de repente, em uma semana qualquer, você chegou, de novo, depois de tantos anos sem trocar mínimas palavras com você e agora há 2 meses troco textos, troco dia por noite, troco qualquer pessoa pra falar contigo.
Não quero mais saber daqueles desconhecidos ou dos pobres rapazes que tentam me fazer sentir o que eu sentir em um beijo teu. E que beijo. E que recordações. Que alívio por sentir algo inexplicável.
Não sei do que eu posso definir aquela breve sensação de provar um pedacinho do seu. Do qual já tinha provado antes,mas a lembrança falha daquela época me deixa sem respirar...por segundos.
E eu só grito por dentro que você fique e me faça sentir menos fútil, menos usadas e com certeza, parar de usar esses pobres rapazes.
Mesmo meu corpo te empurrando, minhas palavras sendo fortes e grossas, te pedindo que vá... fique! Resista!
Só quero acordar todas estas manhãs que virão e sentir o que sentir por você naquele momento em que sentir algo inexplicável, sem obrigação, só por vontade, desejo, só pelo simples querer.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Re-escrevendo

Nunca tive medo de escrever, mas além do bloqueio criativo, não tive mais aquela coragem de vim, publicar e mostrar alguns textos guardados em notas.
Senti vontade várias vezes de voltar, mas não sabia por onde e muito menos se ainda sabia mexer (como se fosse tão complicado rs), mas senti principalmente saudades do meu espaço, do meu lugar e de fazer uma das coisas que amo, que é escrever, mesmo do meu jeito meio atrapalhado, ou com alguns errinhos de português. Mas é o meu jeito, meu lugar, minhas palavras e por último, mas não o menos importante, meus sentimentos. Gritados. Querendo transbordar por algum lugar, que era aqui, que pode ser aqui.
Estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala, não só bastante saudade, mas lembranças e minhas palavras tortas e sinceras. E que são só minhas.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre estar só...

Sobre estar só todos sabem ou já souberam inúmeras vezes na vida.
Solidão que às vezes tão necessária pra que podemos ter toda a nossa reflexão sobre si, sobre o que nos cerca. Aquele 1 minuto de silêncio tão valioso pra colocar todos os nossos pensamentos loucos ou não em seus lugares, apertar os parafusos e deixar soltos o que precisam está.
Só que às vezes é tão devastadora que até nos apavora. Dá aquela sensação de que falta algo, de que estar tudo tão vazio, mas não deveria estar.
Essa solidão devastadora está tão grudada na gente, que quando incomoda tanto, procuramos alguma forma desesperada de amenizar tamanha agonia causada. Ao encontrar o alívio é tão grande, aquela anestesia local é tão tranquilizadora, que se esquece da tamanha agonia tida por muito tempo.
Mas encontrar é complicado e às vezes até cansativo demais, porque nem tudo tranquiliza e em outros casos quando tranquiliza é por tão poucos minutos que quando volta chega a ser pior do que estava antes.
Mas mesmo com tamanha dificuldade, desistir não é uma opção.
“O mal do século é a solidão, cada um de nós imersos em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição”, já dizia Renato Russo.
Somos carentes e ao mesmo tempo tão orgulhosos que esquecemos que lá no fundo, sempre queremos, desejamos, procuramos e precisamos amenizar toda a agonia, o pavor e nos permitir ser feliz e sentir o que todo ser humano precisa e quer sentir: O AMOR!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Tocando em frente


Nunca fui boa em ser motivacional, tenho sérios problemas pra pensar positivo, só depois de muita insistência ou se o caso pedir muito, aí eu simplesmente cedo.
É difícil ver tudo desabar e ainda assim achar que tem um jeito de ficar melhor, que tem uma luz no fim do túnel, que de repente você vai acordar e acontecer coisas que irão te dá motivos pra continuar, é muito difícil.
Mas existe o limite e quando você chega nele, não tem jeito, alguém tem que te ajudar, você tem que se ajudar, tem que ser puxado de aos poucos, bem devagar e no caso de recaídas, precisa que alguém te dê um grito ou uma puxada de braço, pra dizer que: “Não, não vai desistir”.
A coisa mais fácil é se trancar dentro de casa, dentro do quarto, se trancar dentro de si mesmo.  Se isolar de todos que importam e se afogar em alguma coisa: comida, TV, livros ou qualquer coisa que disfarce toda a dificuldade. Mas é muito difícil procurar ajuda ,procurar quem importa, pedir que te ouçam nem que seja uns míseros minutos.
Ninguém vai adivinhar o que você está sentindo, pode até perceber que tem alguma coisa estranha, mas até que você assuma que realmente está tudo muito mal, você já convenceu que está tudo melhor do que nunca, ou bem como sempre. É difícil “se abrir”, limpar todo o seu coração de tudo que está sentindo, até porque não são todos que se importam, todos tem os seus problemas, suas vidas e achar que incomodou o outro, já é mais um peso.
É mais difícil ainda ver a beleza da vida, os momentos e oportunidades que ela te oferece, porque a felicidade arrebatadora é momentânea, na maior parte estamos bem, tranquilos, mas são raras as vezes que estamos tão felizes a ponto de explodir balões que podem até chegar à china.
Acredito em todas as pequenas e maravilhosas coisas da vida, acredito que uma tarde em qualquer lugar, com as pessoas que você gosta, muda qualquer humor. Que quando alguém que você gosta de repente te procura e diz (e sente) que está com saudades, é bom de ver, de se ouvir. Nunca achei que dormir bem, a noite inteira, fosse tão gratificante. Que desapegar, liberar essas tristezas chatas, fosse a melhor parte de seguir em frente.
Seguir em frente, esse é o lema, esse é o objetivo, que se a gente não aprende na prática, aprende na marra (precisamos aprender de qualquer jeito).
Como é complicado desapegar, seguir em frente, até mesmo seguir estes conselhos que ouvimos de todos, que até ouvimos daquela voz na nossa mente, mas fazer com que aconteça é um caminho a ser percorrido com calma, com fé, com nossa família, nossos amigos, paciência, coragem, força, ânimo... E saber que se for o caso de não dá certo, que tentar de novo, não é crime, só mostra o quanto somos humanos.